Em novembro, indústria sobe em seis dos 15 locais pesquisados 

Com o ligeiro acréscimo de 0,1% na produção industrial nacional, apenas seis dos quinze locais pesquisados mostraram taxas positivas de outubro para novembro de 2018, na série com ajuste sazonal. Os maiores aumentos foram em Pernambuco (1,4%), Paraná (1,1%) e Ceará (0,9%), mas São Paulo (0,7%), Minas Gerais (0,7%) e Rio Grande do Sul (0,4%) também tiveram resultados positivos.

Por outro lado, na mesma comparação, a queda mais intensa foi em Goiás (-6,2%), com Amazonas (-3,5%), Rio de Janeiro (-2,2%), Pará (-1,3%), Bahia (-1,2%), Santa Catarina (-0,9%), Região Nordeste (-0,8%), Espírito Santo (-0,8%) e Mato Grosso (-0,4%) também mostrando índices negativos.

O material de apoio da Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional) está à direita.

Indicadores Conjunturais da Indústria – Resultados Regionais
Novembro de 2018
LocaisVariação (%)
Novembro 2018 / Outubro 2018*Novembro 2018 / Novembro 2017Acumulado Janeiro-NovembroAcumulado nos Últimos 12 Meses
Amazonas-3,5-2,06,16,8
Pará-1,38,39,99,7
Região Nordeste-0,8-1,30,80,6
Ceará0,92,90,70,7
Pernambuco1,41,26,15,9
Bahia-1,2-0,30,80,6
Minas Gerais0,7-0,6-1,2-1,3
Espírito Santo-0,84,1-1,3-1,6
Rio de Janeiro-2,2-5,52,02,4
São Paulo0,7-3,41,31,9
Paraná1,10,32,11,9
Santa Catarina-0,93,64,34,3
Rio Grande do Sul0,412,76,35,9
Mato Grosso-0,4-1,60,10,6
Goiás-6,2-14,2-4,7-4,1
Brasil0,1-0,91,51,8
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
* Série com Ajuste Sazonal

 

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para o total da indústria recuou 0,6% no trimestre encerrado em novembro de 2018 frente ao nível do mês anterior, após também recuar em setembro (-0,9%) e em outubro (-0,9%). Em termos regionais, oito locais apontaram taxas negativas, com destaque para os recuos mais intensos observados em Goiás (-2,6%), Pernambuco (-2,0%), Paraná (-1,7%), Bahia (-1,6%) e Região Nordeste (-1,6%). Por outro lado, Ceará (0,6%) e Espírito Santo (0,6%) registraram os principais avanços em novembro de 2018.

Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria recuou 0,9% em novembro de 2018, com oito dos quinze locais pesquisados apontando taxas negativas. Vale citar que novembro de 2018 e novembro de 2017 tiveram o mesmo número de dias úteis (20 dias).

Nesse mês, Goiás (-14,2%) apresentou recuo de dois dígitos e o mais acentuado, pressionado, em grande parte, pelas quedas observadas nos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico), de produtos alimentícios (açúcar cristal e VHP) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (medicamentos).

Rio de Janeiro (-5,5%), São Paulo (-3,4%), Amazonas (-2,0%), Mato Grosso (-1,6%) e Região Nordeste (-1,3%) também registraram taxas negativas mais elevadas do que a média nacional (-0,9%), enquanto Minas Gerais (-0,6%) e Bahia (-0,3%) completaram o conjunto de locais com queda na produção nesse mês.

Por outro lado, Rio Grande do Sul (12,7%) e Pará (8,3%) apontaram as expansões mais intensas em novembro de 2018, impulsionados, principalmente, pelos avanços verificados nas atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis, reboques e semirreboques, carrocerias para ônibus e autopeças), máquinas e equipamentos (tratores agrícolas e máquinas para colheita) e produtos de metal (construções pré-fabricadas de metal, revólveres e pistolas, espingardas de caça e artefatos de alumínio, ferro e aço para uso doméstico), no primeiro local; e de indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto ou beneficiados), no segundo. Espírito Santo (4,1%), Santa Catarina (3,6%), Ceará (2,9%), Pernambuco (1,2%) e Paraná (0,3%) também assinalaram taxas positivas nesse mês.

No período setembro-novembro de 2018, a indústria, ao recuar 0,8%, mostrou perda de ritmo frente ao comportamento positivo dos dois primeiros quadrimestres de 2018: janeiro-abril (4,4%) e maio-agosto (0,7%), comparações contra igual período do ano anterior.

Esse movimento de menor dinamismo da produção industrial nacional na passagem do segundo quadrimestre do ano para o período setembro-novembro de 2018 também foi observado em seis dos quinze locais pesquisados: Rio de Janeiro (de 4,5% para -4,2%), Amazonas (de 1,4% para -4,9%), São Paulo (de 0,6% para -4,5%), Goiás (de -5,3% para -8,7%), Paraná (de 2,9% para 1,0%) e Pernambuco (de 8,3% para 6,8%).

Por outro lado, Rio Grande do Sul (de 3,7% para 13,5%), Espírito Santo (de -1,8% para 4,3%), Ceará (de -3,3% para 2,6%), Bahia (de -0,9% para 1,4%), Mato Grosso (de -2,2% para -0,4%) e Minas Gerais (de -2,1% para -0,3%) apontaram os maiores ganhos entre os dois períodos.

No acumulado do período janeiro-novembro de 2018, frente a igual período do ano anterior, a expansão observada na produção nacional alcançou doze dos quinze locais pesquisados, com destaque para os avanços mais acentuados assinalados por Pará (9,9%), Rio Grande do Sul (6,3%), Pernambuco (6,1%) e Amazonas (6,1%).

Santa Catarina (4,3%), Paraná (2,1%) e Rio de Janeiro (2,0%) também registraram crescimento acima da média da indústria (1,5%), enquanto São Paulo (1,3%), Região Nordeste (0,8%), Bahia (0,8%), Ceará (0,7%) e Mato Grosso (0,1%) completaram o conjunto de locais com resultados positivos no fechamento dos onze meses do ano. Por outro lado, Goiás (-4,7%), Espírito Santo (-1,3%) e Minas Gerais (-1,2%) apontaram os recuos no índice acumulado no ano.

No acumulado nos últimos doze meses, a indústria avançou 1,8% em novembro de 2018, mas perdeu ritmo frente aos resultados de julho (3,3%), agosto (3,1%), setembro (2,7%) e outubro (2,3%). Doze dos quinze locais pesquisados mostraram taxas positivas em novembro de 2018, mas treze apontaram menor dinamismo frente aos índices de outubro último. As principais desacelerações entre outubro e novembro de 2018 foram em Goiás (de -1,7% para -4,1%), Rio de Janeiro (de 3,4% para 2,4%), São Paulo (de 2,8% para 1,9%) e Pernambuco (de 6,5% para 5,9%), enquanto dois estados mostraram ganhos: Rio Grande do Sul (de 4,8% para 5,9%) e Espírito Santo (de -1,8% para -1,6%).

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