Empresas internacionais celebram parceria com mercado audiovisual brasileiro

Em 10 anos, empresas associadas à Motion Picture Association (MPA), por exemplo, já investiram R$ 500 milhões no audiovisual nacional. A perspectiva é de mais investimento

Somos movidos a histórias. E os criadores audiovisuais são mestres em contá-las. São, muitas vezes, enredos sofisticados que alimentam nosso imaginário e apresentam novas visões de mundo. Cada vez mais, os brasileiros têm acesso a essas histórias, vindas de todo canto. Com a marca Brasil, há uma curva ascendente: foram 185 filmes lançados em 2018, quase 100 lançamentos a mais do que em 2009 – nessa área, o Brasil já superou a meta estabelecida pelo Plano Nacional de Cultura (PNC). E se consideradas as coproduções internacionais, os números também sopram a favor. Em 2017, foram realizados 22 filmes em coparceria com outros países – em 2009, a realização se resumiu a uma única obra audiovisual.

Integrantes da Motion Picture Association (MPA), que reúne produtores e distribuidores internacionais, comemoram a parceria crescente com o setor audiovisual brasileiro. “Estamos há mais de sete décadas no País. Então, existe um comprometimento de 100% com a indústria brasileira, fazemos parte dela, somos todos brasileiros, empregamos pessoas brasileiras”, afirma a diretora de Relações Governamentais da MPA Brasil, Andressa Pappas. “Nosso objetivo número um será sempre contribuir com o desenvolvimento dessa indústria, que prospera e figura entre as maiores do mundo”, completa a diretora. Segundo Andressa, empresas associadas à MPA investiram cerca de R$ 500 milhões em filmes brasileiros, nos últimos 10 anos. Entre as associadas, estão a Walt Disney, a Paramount, a Netflix Studios, a LLC, a Sony Pictures, a Universal e a Warner Bros.

Para o secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, esse é um investimento que merece ser celebrado: “Precisamos conhecer um pouco mais essa realidade de retornos, porque às vezes o mercado interno ou a sociedade como um todo não dimensiona isso”. Pires lembra que os dados concretos revelam a pujança do audiovisual brasileiro, também em função das multiplataformas que estão à disposição do setor. “As pessoas estão assistindo produtos audiovisuais de todas as maneiras e isso está gerando muito emprego e muita circulação de recursos no País. A ideia é essa, que isso seja estimulado”, reforça. O Brasil é o 8º mercado de VoD (vídeo on demand) do mundo e o maior latino-americano, com receitas estimadas em 352,3 milhões de dólares (2016), segundo o portal de estatísticas alemão Statista.

Crescimento

Diretora das empresas FOX e Warner Bros no Brasil, Patricia Kamitsuji Ito afirma que as empresas crescem junto com o audiovisual nacional, além de oferecem uma expertise a respeito do mercado internacional. “Esse é um trabalho que a gente faz, tanto de mentoria, quanto de participar das produções, trazer talentos, entender como pode ser levado pra fora”, conta. Segundo a diretora, a internacionalização de obras audiovisuais brasileiras é uma das prioridades dessas empresas instaladas no Brasil: “A gente tem muito orgulho de pegar uma produção feita no Brasil e lançar em vários outros países. Esse é um trabalho muito importante também que deve ser levado em consideração. Não é só o produto brasileiro para o mercado brasileiro, ainda mais quando a gente fala em outras telas, em multiplataformas, em streaming. Isso é mundial”.

Entre os filmes nacionais produzidos pela FOX está a animação em 3D “Lino – Uma Aventura De Sete Vidas”

Entre os filmes nacionais produzidos pela FOX está a animação em 3D “Lino – Uma Aventura De Sete Vidas”. O diretor do filme, Rafael Ribas, conta que a parceria foi “essencial” para a carreira de sucesso de Lino, que ainda está ajudando a influenciar o mercado da animação nacional. “Eu acho que a partir de agora, até por conta do que aconteceu com o Lino, a gente vai ter bastante investimento. Vai ter muita gente interessada em produzir aqui, porque eu estou presenciando isso”, comemora. Lançado no Brasil em 2017, o filme já chegou a telas de mais de 50 países, incluindo México, França, Espanha, Alemanha, Coréia, Itália e Rússia. “Nós levamos a animação Lino para mil salas de cinema da Rússia”, destaca a representante da produtora e distribuidora estrangeira.

De acordo com Kamitsuji, apenas as empresas FOX e Warner Bros já investiram em 176 projetos no Brasil, resultando em 89 lançamentos e 87 filmes em produção. Entre os filmes lançados, houve a criação de 24.830 postos de trabalho (289 por filme, em média), com um impacto econômico direto e indireto de R$ 2,5 bilhões. Ainda segundo a diretora, para cada R$ 1 de incentivo fiscal nas obras audiovisuais lançadas, houve um investimento de R$ 3,95 em recursos privados. “São ações que a gente faz pelo produto nacional que incentiva os próprios produtores a se animarem a fazer um produto ainda maior e melhor”, resume Patrícia.

Agenda internacional

Os representantes das empresas audiovisuais foram recebidos em Brasília por Henrique Pires e pelo secretário do Audiovisual, Pedro Peixoto. Na ocasião, o secretário indicou que o governo federal permanece aberto a parcerias, sempre no intuito de fortalecer a cadeia audiovisual. “É o momento de escutar e ponderar uma série de coisas. Estamos abertos a conversar. O diálogo só tende a produzir efeitos positivos”, afirmou Peixoto.

Durante a reunião, os presentes também reforçaram a importância da presença do secretário especial da Cultura no Seminário promovido pela Câmera de Comércio Brasil-Califórnia (BCCC), em Los Angeles, nos Estados. O evento começa nesta terça-feira (11) e segue até o próximo dia 15. No local, Henrique Pires vai apresentar uma palestra sobre os desafios e as oportunidades do setor cultural no Brasil. O evento reúne diversos interlocutores da indústria audiovisual norte-americana, em um cenário de atração de investimentos e produções estrangeiras para o Brasil.

Na agenda internacional, o secretário ainda visita a E3, a maior feira de games do mundo. O setor é considerado um gigante do audiovisual, tendo faturado três vezes mais do que o cinema e sete vezes mais do que música, globalmente, em 2017. No Brasil, o setor cresceu, em média, 28,7% ao ano entre 2012 e 2016. A estimativa é que, até 2021, continue crescendo pelo menos 16,5% ao ano, segundo a PricewaterhouseCoopers.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania

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