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Parceria entre governos Federal e de Sergipe com projeto do ídolo Giba vai levar o vôlei a 400 crianças e adolescentes em Aracaju

Publicado em: 29/03/2021 - 17:27

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Gibinha tem como foco a ação no contraturno escolar com atividades de iniciação esportiva e de combate à obesidade, além de ser uma aposta no estreitamento de laços familiares
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Imagem captada antes da pandemia do novo coronavírus. Foto: Equipe Gibinha/Divulgação

Tricampeão mundial, oito títulos da Liga Mundial, um ouro e duas pratas olímpicas, eleito o melhor do mundo em 2006 e incluído no Hall da Fama como um dos maiores de todos os tempos em 2018. O currículo do ponteiro Giba é tão expressivo quanto a ambição do ex-atleta da Seleção Brasileira de vôlei de fazer diferença na vida de crianças e adolescentes por meio do esporte.

Uma das vertentes da atuação do paranaense de Londrina fora das quadras se consolidou numa parceria entre a Secretaria Especial do Esporte do Governo Federal, o Governo Estadual de Sergipe e o projeto Gibinha, voltado para a iniciação esportiva pelo vôlei aliado à promoção da cidadania no contraturno escolar. O convênio articulado pelo Ministério da Cidadania prevê R$ 630 mil de investimento para levar a ação a 400 crianças e adolescentes entre seis e 17 anos em Aracaju, em 12 meses de execução.

Trazer a família para próximo do dia a dia das crianças é essencial. Trabalhamos esse laço que fortalece a autoestima e o conceito de consciência alimentar. Procuramos saber como os meninos estão comendo, o que têm em casa, para traçarmos estratégias que nos ajudem a combater a má nutrição e a obesidade infantil”

Clésio Prado, coordenador técnico do projeto Gibinha

As atividades serão oferecidas duas vezes por semana em cargas horárias que variam de uma hora a uma hora e meia, dependendo da idade dos meninos e meninas. A metodologia própria da equipe do projeto já foi aplicada em núcleos em Matão (SP) e Araucária (PR). “Na faixa etária de seis a dez anos atuamos numa perspectiva lúdica, de coordenação motora, comportamento, percepção, de segurar a bola e jogar para o colega”, listou Giba.

Além da metodologia, o projeto fornece todo o material esportivo e os uniformes de alunos e professores, o que inclui itens como camisas, bermudas, bolas, redes, kits de mini vôlei, sacolas e material de gestão, como computadores e impressoras. O requisito para participar é que a criança esteja matriculada na rede regular de ensino. O Governo do Estado providencia os locais para treinos e seleciona na comunidade os professores que serão qualificados para ministrar as aulas.

“O Governo de Sergipe entra com a estrutura física, as quadras e o engajamento dos potenciais alunos em nossa comunidade. Podem participar estudantes de escolas públicas e privadas, mas decidimos que as quadras serão em bairros periféricos. A intenção é estar presente nas comunidades mais carentes. Cada núcleo terá 200 alunos”, disse Mariana Dantas Mendonça Gois, superintendente de Esporte do Governo de Sergipe. “Os professores serão selecionados por edital, levando em conta características condizentes com o perfil do projeto”.

Mais do que a prática esportiva, a intenção da iniciativa conjunta é promover uma aproximação com as famílias, reduzir a chance de os meninos e meninas se envolverem com drogas e violência urbana e trabalhar conceitos de alimentação saudável.

“Trazer a família para próximo do dia a dia das crianças é essencial. Trabalhamos esse laço que fortalece a autoestima e o conceito de consciência alimentar. Procuramos saber como os meninos estão comendo, o que têm em casa, para traçarmos estratégias que nos ajudem a combater a má nutrição e a obesidade infantil”, disse Clésio Prado, coordenador do projeto Gibinha.

“Nos casos em que as condições familiares permitem, a gente mostra que vale a pena a família apostar num suco de laranja natural espremido em casa antes do treino do que comprar um suco de caixinha”, exemplificou Giba.

Além de qualificar os professores, o projeto conta com uma estrutura online de monitoramento das aulas e do cotidiano das turmas. A perspectiva, segundo Clésio, é garantir a correção de rumos quando necessário e manter a qualidade dos fundamentos e conceitos ministrados.

Imagem captada antes da pandemia do novo coronavírus. Foto: Equipe Gibinha/Divulgação
Imagem captada antes da pandemia do novo coronavírus. Foto: Equipe Gibinha/Divulgação

Espelho

Eu não posso ser para elas apenas um personagem de televisão, um nome. Tenho de estar lá. Elas precisam me ver, jogar comigo, ter esse espelho. Isso ajuda a manter a imagem do ídolo olímpico e a criança interessada”

Giba, campeão olímpico de vôlei

Para garantir que as crianças criem a sensação de pertencimento ainda maior e um vínculo com o ídolo do vôlei, o projeto Gibinha prevê que haverá pelo menos quatro momentos de encontros presenciais entre alunos, professores e o próprio Giba. “A gente prevê quatro festivais presenciais. Eu não posso ser para elas apenas um personagem de televisão, um nome. Tenho de estar lá. Elas precisam me ver, jogar comigo, ter esse espelho. Isso ajuda a manter a imagem do ídolo olímpico e a criança interessada”, disse o medalhista de ouro nos Jogos de Atenas 2004.

“Esse momento presencial é super importante. É uma chance de o Giba contar a própria história, não só para alunos, mas para os professores. A importância da referência e a credibilidade do ídolo são indiscutíveis. Por exemplo: a gente falar para a criança comer de forma saudável é uma coisa. Quando ela escuta isso do Giba, o peso, o impacto é outro”, ressaltou Clésio.

Outra frente em que Giba exerce o papel de espelho para crianças e adolescentes é como embaixador dos Jogos Escolares Brasileiros 2021 (JEB’s). O ex-atleta aceitou o convite do secretário Especial do Esporte, Marcelo Magalhães, e será uma das referências para os cerca de 6,2 mil meninos e meninas de 12 a 14 anos que vão disputar 17 modalidades entre 29 de outubro e 5 de novembro na retomada do megaevento esportivo no Rio de Janeiro.

Suprassumo

Ainda que a essência do projeto Gibinha não esteja voltada para o alto rendimento, nada impede que novos talentos e potenciais atletas de clubes e da seleção sejam descobertos no programa. Nesses casos, há um encaminhamento natural dos potenciais jogadores profissionais para a estrutura de clubes e ligas com capacidade de fazer essa transição.

“O Gibinha é por essência um projeto social. Não visa o alto rendimento. O conceito é fazer o trabalho no contraturno escolar para evitar que os meninos e meninas fiquem nas ruas. É dar oportunidade e promover inclusão social. Mesmo assim, nada impede que surjam atletas de qualidade. Quando isso ocorre, a gente faz naturalmente o encaminhamento para clubes com estrutura profissional”, disse Giba.

O Governo do Estado entra com a estrutura física, as quadras e o engajamento dos potenciais alunos em nossa comunidade. Podem participar estudantes de escolas públicas e privadas, mas decidimos que as quadras serão em bairros periféricos. A intenção é estar presente nas comunidades mais carentes. Cada núcleo terá 200 alunos”

Mariana Dantas Gois, superintendente de Esporte do Governo de Sergipe

“Nossa prioridade é formar campeões dentro e fora das quadras. Termos um campeão olímpico à frente do programa nos enche de esperança num futuro melhor para nossos jovens. Sabemos que talentos esportivos para o alto rendimento são exceções, mas se surgirem aqui campeões nacionais e olímpicos, isso será o suprassumo do projeto”, disse Mariana.

Investimentos

A presença do Governo Federal em Sergipe se estende além do projeto Gibinha. Segundo Mariana Dantas, só em 2021 o estado prevê executar, com recursos de contratos de repasse, convênios e emendas parlamentares, mais de R$ 10 milhões em projetos sociais e estrutura física esportiva. “Sem essa parceria com o Governo Federal não seria possível trazer esses programas a Sergipe”.

De acordo com a secretária nacional de Esporte, Lazer e Inclusão Social do Ministério da Cidadania, Fabiola Molina, as parcerias e a união de forças com governos, ídolos esportivos e entidades representativas são essenciais para a disseminação do esporte no país.

“Quando você vê um ícone do esporte como o Giba à frente de um projeto social estruturado, querendo levar essa iniciativa para o Nordeste, para um estado como Sergipe, o Governo Federal abraça a ideia porque sabe que é importante poder contar com outras forças”, disse a secretária.

“A gente tem feito um investimento realmente significativo no Nordeste, e Sergipe é exemplo. Outra ação da nossa Secretaria lá é a cobertura de uma quadra muito utilizada, mas que, em função do calor extremo, não podia ser frequentada em horários mais quentes. Depois de uma visita a gente percebeu essa necessidade. Outros R$ 8 milhões estão sendo investidos em infraestrutura via emendas parlamentares. A gente fica feliz de unir esses parceiros para o esporte chegar na ponta, principalmente por esse caminho que começa na escola e permite às crianças terem um brilho no olhar, uma oportunidade de sonhar”, completou Fabiola Molina.

A gente fica feliz de unir esses parceiros para o esporte chegar na ponta, principalmente por esse caminho que começa na escola e permite às crianças terem um brilho no olhar, uma oportunidade de sonhar”

Fabiola Molina, secretária nacional de Lazer e Inclusão Social do Ministério da Cidadania

Antes da parceria com a Secretaria Especial do Esporte e o Governo de Sergipe, o projeto Gibinha foi aplicado em São Paulo e no Paraná com recursos privados captados via Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal. No núcleo de Araucária, 176 crianças e adolescentes foram atendidas em 2016 e 2017. Em Matão (SP), o projeto contemplou 243 meninos e meninas em 2017 e 2018. O Gibinha também tem núcleos chancelados e em fase de captação para serem executados em vários estados em 2021.

Adaptações

Assim como todos os setores e atividades da economia nacional, o início do projeto Gibinha em Sergipe precisou de adaptações em função da pandemia do novo coronavírus. “Originalmente, o lançamento estava previsto para o fim de janeiro, mas precisamos adiar um pouquinho em função dessa situação da pandemia, mas seguimos empolgados e em contagem regressiva para iniciar o trabalho por lá”, disse Clésio Prado.

“Acho que esse é realmente o maior desafio, não só para o projeto, mas para toda a comunidade esportiva. Nesse momento não podemos fazer aglomerações e precisamos de distanciamento social. O que estamos fazendo é trabalhar para estruturar tudo no projeto, para assim que tivermos a liberação, podermos começar com força total”, concluiu Mariana Dantas.

fonte: Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania